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Não dá mais para improvisar

Não dá mais para improvisar

Não dá mais para improvisar 1O rápido desenvolvimento das tecnologias eletrônicas de processamento de dados, obrigou os administradores a limitar, cada vez mais, o espaço da improvisação nas atividades operacionais e administrativas e motivou-os a buscar novos e aperfeiçoar antigos mecanismos para tornar cada vez mais eficiente, a tomada de decisões empresariais.

Os estabelecimentos de saúde, nesse contexto, formam um setor dos mais atingidos por essa sofisticação da gestão. A maioria evoluiu de simples consultórios ambulatoriais para a formação de clínicas, policlínicas e pequenos hospitais, com demandas de diferentes especialidades, ofertando uma gama cada vez mais diversificada de tipos de exames e cirurgias e outros procedimentos médicos, utilizando mão-de-obra técnica e administrativa (nem sempre bem preparada), aplicando medicamentos revolucionários, e utilizando materiais e equipamentos, com tecnologias de última geração.

Por isso, é fundamental saber com antecedência o que vai ou o que pode acontecer e as incertezas deixaram de ser apenas fatores de insegurança e passaram a ser encaradas como desafios a serem vencidos ou minimizados.

O ato de planejar passou então a ser entendido como a ação administrativa de decidir antecipadamente, como uma forma de controlar o próprio futuro. Nesse sentido, o planejamento é na verdade a conseqüência de várias ações de prever o que pode acontecer e escolher o caminho a ser seguido. Planejar não é adivinhar o futuro. Mas uma forma de antever as oportunidades e ameaças ao negócio e assim, melhor definir as ações futuras.

Planejamento Empresarial

Planejamento Empresarial é a definição dos objetivos, estratégias, metas, políticas e diretrizes que nortearão as ações de todos os di-rigentes, empregados e demais colaboradores durante o período futuro, de forma a integrar os esforços e recursos de todos para obtenção dos resultados desejados pelos proprietários.

Através do planejamento empresarial, as alternativas para o negócio visualizadas previamente, serão estudadas e dentre elas escolhida a mais viável, tanto operacional quanto economicamente.

No entanto, deve-se ressaltar que a ação de planejar somente se justifica, se for voltada para atingir resultados mensuráveis e possíveis, definindo objetivos claramente explicitados, como:

  • Estabelecer sistematicamente objetivos gerais e específicos relevantes;
  • Formular estratégias, políticas, diretrizes e planos de ação realistas para alcançar o que se pretende em um determinado período de tempo, a curto, médio e longo prazos;
  • Desenvolver e aprimorar as atividades geradoras de lucros já existentes na empresa;
  • Criar e estimular a busca de novas fontes de lucro;

Planejamento Estratégico Empresarial

O planejamento empresarial em seu sentido estratégico é elaborado a partir da definição da filosofia empresarial por parte dos donos, explicitando a forma com que desejam administrar os negócios, a MISSÃO que desejam ver cumprida, sua VISÃO do futuro e os OBJETIVOS de curto, médio e longo prazo que esperam ver alcançados, quanto ao retorno do investimento, não só nos aspectos financeiros, mas também seu posicionamento ético, moral, político-social, mercadológico e de recursos humanos, de forma a expressar claramente a missão que deseja ver cumprida.

É a primeira diretriz estratégica que deverá expressar o desejo dos proprietários, imposto para cumprimento por todos em seu âmbito interno, através de uma declaração formal de princípios, valores, crenças e filosofia empresarial, ou seja, qual a razão de ser do empreendimento, qual o melhor caminho a ser seguido e como todos os seus dirigentes, empregados e demais componentes devem reconhecer o significado de sua participação no negócio.

Define o que se espera da Entidade, delimitando expectativas de longo prazo e orientando as operações. Deve ser simples, clara, concisa e não deve ser alterada com freqüência e basicamente responde às seguintes perguntas:

  • Que atividades serão exercidas?
  • Que tipo de produto/serviço oferece ao Mercado?
  • Em que Mercado pretende atuar?
  • Qual o perfil do cliente que deseja atender?
  • Que retorno deseja como proprietário?

Em seguida, os donos deverão formalizar a Visão que tem do futuro mais desejado para o empreendimento, mostrando a todos os integrantes da organização, em que direção deseja que os negócios sejam impulsionados.

Em síntese, enquanto a missão define qual é o negócio, a explicitação da visão norteia em que direção deve-se coordenar as ações empresariais, ou seja, qual o futuro que vislumbra para o empreendimento e o que se pretende que ele seja.

O passo seguinte é definir os Objetivos a serem atingidos a curto médio e longo prazo, que são situações empresa- riais que se deseja alcançar e que estabelecem as relações entre a Empresa e o ambiente interno e externo em que está inserida.

Os objetivos não são estáticos e sim dinâmicos, e devem refletir a contínua evolução dos negócios empresariais, ser continuamente reavaliados e modificados em função das mudanças nos ambientes interno e externo da organização, com uma delimitação temporal para cada período, explicitando o que seja curto, médio e longo prazo.

Planejamento nas Clínicas Oftalmológicas

A Oftalmologia é um dos segmentos especializados dentro da Medicina que tem apresentado altos índices de evolução tecnológica, fazendo com que a velocidade de transformações nos seus procedimentos médicos, necessárias para acompanhar esses “upgrades” tecnológicos, tenham que ser acompanhadas de constantes ajustes em seus métodos de gestão empresarial.

Improvisar é perder oportunidades, é aumentar riscos. Por isso, planejar deixou de ser um instrumento de gestão apenas de grandes empresas, para se tornar um mapa de navegação para as médias e até pequenas empresas, como clínicas e consultórios oftalmológicos, que percebem que só a intuição do médico oftalmologista empreendedor não será suficiente para enfrentar a complexidade da gestão de um empreendimento oftalmológico.

Dessa forma, recomenda-se aos proprietários de estabelecimentos desse ramo médico, uma nova postura diante dessa realidade.

1º – Definir claramente sua Missão – o que deseja atingir na Sociedade e especificamente na comunidade em que atua. Que atividades serão exercidas? Que tipo de serviço oferecerá ao Mercado? Em que Mercado pretende atuar? Qual o perfil do cliente que deseja atender? Que retorno deseja como proprietário?

2º – Formalizar a Visão que tem do futuro mais desejado para o empreendimento, mostrando a todos os integrantes da clínica ou do consultório, em que direção deseja que os negócios sejam impulsionados. Em síntese, definir ações empresariais para que o empreendimento seja o que dele se pretende.

3º – Definir os Objetivos a serem atingidos a curto, médio e longo prazo, para que seja possível informar a todos os agentes envolvidos na operacionalização e na gestão dos procedimentos médicos e administrativos, o tempo em que se espera alcançá-los.

Não dá mais para improvisar 2O planejamento empresarial na atividade oftalmológica, portanto, requer reflexão sobre a situação atual e decisões sobre as mudanças de atitudes no futuro, prevendo não só as oportunidades que se abrem, mas os riscos potenciais que se possa incorrer.

Dessa forma, não é mais admissível adquirir equipamentos sem um Plano de Negócios, que confirme a viabilidade econômico-financeira dessa compra, nem se admite que tenha empregados, sem qualificação, sem um Plano de Cargos, sem treinamento e capacitação específica para lidar com público.

Não se pode mais fazer gastos ou investimentos sem uma programação “casada” com os ingressos monetários futuros.

A mudança radical e fundamental deve começar pela postura do sócio gestor do empreendimento oftalmológico. Será fundamental, motivar a todos, com definição de metas possíveis de serem vencidas, premiação no sucesso e perdas de benefícios, conforme o caso.

Planejamento Empresarial na Oftalmologia é uma ferra- menta de gestão, que se bem utilizada, pode trazer não só a obtenção de retorno dos investimentos ou a continuidade dos negócios, mas fundamentalmente ser um instrumento de bem-estar profissional, na realização dos anseios daqueles que participam do empreendimento.

O médico empresário oftalmologista que assim o fizer, não só obterá o reconhecimento da Sociedade, por sua capacidade médica especializada, mas também pela contribuição que estará dando à Sociedade em geral, com sua forma profissional de gerir sua clínica ou consultório.

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José da Rocha Pereira é Contador formado pela UFRJ – 1978; Pós-Graduado em Administração Financeira, ESAN-RJ – 1980; Pós-Graduado em Planejamento Tributário – Mackenzie Rio – 2016; e desde 1968 – Diretor-Presidente da Hiper Serviços e Consultorias Ltda. – www.hiperservicos.com.br

Postado por: Hiper Serviços

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